2.11.09

De repente

Voce percebe que cada pessoa ao seu redor eh especial e maravilhosa.
De repende voce se encanta com cada pessoa que passa, e de repente voce sente um dia de sol.


E de repente todas as coisas negativas vem pra voce, e o encanto passa, e voce ve por tras das mascaras.
E de repente voce sente um dia de chuva.

E de repente voce jah nao tem mais certeza do que eh mascara e o que eh verdade, e voce sente um dia cinzento.



E sei lah, de repente isso eh soh normal, quem sabe?

9.8.09

Sabe aquela sensação

De "preenchimento"?
Quando tudo parece que está no lugar certo... tudo parece bom, bonito e aconchegante... e confortador.

Você sente como se estivesse no lugar certo, na hora certa... e sente uma serenidade... enquanto sensações de dias felizes passados vêm até você como que em ondas.

Você fica um pouco nostálgico, relembrando bons momentos... mas é uma nostalgia boa, um saudosismo agradável... a lembrança de dias maravilhosos e a certeza de que virão outros...

E você se pega lembrando de momentos que, não que você não pensasse neles há muito tempo... mas que, dessa vez, parece que é a primeira vez que você os relembra... e lembra de detalhes, e de pessoas, e dá risadas de piadas perdidas... e fala "puxa vida, o fulano! quanto tempo..."

E sente como se não estivesse sozinho... como se tudo fizesse perfeito sentido, e como se tudo valesse a pena...
E como se tivesse encontrado o seu lugar.


Sabe?







Às vezes isso me vem em músicas, às vezes pelo tempo que está fazendo.

O calor desses dias me trouxe isso.

2.8.09

21.7.09

Falta um mês

Certinho.



Trinta dias para providenciar toda a burocracia e acessórios que faltam.
Trinta dias para me preparar melhor como representante do país.
Trinta dias para curtir meus amigos e a minha família.
Trinta dias até tudo o que eu conheço, tudo no que eu me apóio, virar de cabeça pra baixo.







CARAMBA!



Olhinhos puxados, me aguardem.

16.7.09

Ficção?

Fã de Harry Potter comete suicídio por ouvir spoiler

EUA - Um fã de Harry Potter cometeu suicídio após ter ouvido acidentalmente como seria o próximo filme da série. Jude Ralston, de 32 anos, deixou uma carta dizendo que, após ouvir o spoiler sobre o longa-metragem Harry Potter e o Enigma do Príncipe, não tinha "mais razões para continuar vivo", segundo uma coluna do jornal Huffington Post.
Vários amigos do aficionado pelo filme ficaram chocados com a notícia e se arrependeram de não ter influído. "Quando ele colocou na placa do carro Hogwarts, foi normal. Mas quando começou a desfilar com um chapéu de bruxo pela cidade, devíamos ter percebido que ele precisava de ajuda", disse uma colega de faculdade de Ralston.
Segundo amigos, ele tinha desconectado seu computador da internet e parado de frequentar lojas de quadrinhos para não ter contato com nenhuma informação sobre o filme.


As informações são do Terra


Bom... eu também adoro Harry Potter e também odeio ouvir spoiler (de qualquer coisa), mas isso já é absurdo o____o
Se a única razão dele para continuar vivo era o filme do Harry Potter, isso é sinal de que ele tinha problemas certo? Há bem mais tempo, inclusive. Pra colocar toda a sua vida em uma coisa são efêmera e insignificante quanto um filme...
Certo?
Ou não?
Será que dá pra eu criticar? Quer dizer, a minha razão de viver não é efêmera e insignificante também? Não que eu tenha uma idéia exata da minha razão de viver, mas TUDO não pode ser considerado efêmero e insignificante se comparado à magnitude do universo, e o pouco, pouquíssimo tempo que temos aqui?
Tenho andando por aí e e perguntado qual a importância de tudo isso.
Qual a importância de tudo o que fazemos? Quer dizer, a gente estuda uma boa parte da nossa vida, pra então trabalhar com aquilo qu a gente estudou, e tudo isso pra melhorar a nossa área de trabalho, ou simplesment ganhar dinheiro e sobreviver... pra quê? Pra no final, ir pra debaixo da terra e ser decomposto por milhares de microorganismos.
Eu ando na rua e olho todas as pessoas, cada uma indo pra algum lugar, fazer a sua atividade, realizar o seu trabalho, visitar a sua pessoa... qual a importância de tudo isso?
Amanhã eu vou na AnimeFriends. Inclusive de cosplay. Vou celebrar a alegria de ler histórias japonesas e jogar videogame. E ontem eu fui num evento de Harry Potter,e na estréia do sexto filme. E no fim de semana eu vou na igreja pedir que as pessoas assinem um abaixo-assinado pela paz. Pra quê tudo isso? Esse filme, essas histórias, esse videogame, que hoje significam o mundo pra muita gente, um dia vão jazer esquecidos em algum canto por aí... e milhares de anos depois, já nem existirão mais,e nem existirá mais quem se lembre deles... Então, pra quê tudo isso? O abaixo-assinado pela paz também parece tão insignificante. Legal, pediremos paz. Um dia quem sabe conseguiremos. E depois? Alguém sabe o que fazer depois que todos os problemas estão resovidos? Alguém sabe pra quê estamos aqui?



Enfim u_u
Não que eu esteja deprimida, nem nada. Não quero me matar, estou escrevendo tudo isso sem sentir nenhuma tristeza no estômago nem lalala, vou na AF de qualquer jeito e de cosplay, não vou deixar de lutar pela paz nem de tentar fazer as pessoas sorrirem.
Mas que às vezes bate uma depressão, isso bate.
E duvido que seja só pra mim.
O exemplo do cara aí que se matou só prova que bate pra mais gente. E que tem gente que leva essa depressão ao absurdo.

Só não sei se o absurdo é ele ou sou eu, que fico com esses pensamentos estranhos e deixo pra lá, como se não fossem nada :/

19.6.09

Jantar especial

Ingredientes:
Jantar
Alcachofra e kibe de ontem
Restos do almoço
4 mandioquinhas, 3 batatas e 1 cenoura
Alho e sal a gosto
Azeite
Gema de 1 ovo
Quantidades "a olho" de farinha e leite
Cascas de batata
Pedaços de azeitona equeijo
Uma mãe e uma filha se divertindo na cozinha

Sobremesa: Mama de Xiao Nüer
Pedido do irmão
1 pacote de flan instantâneo
Morangos
Açúcar
Clara do ovo acima
Meio pacote de creme de leite
A mesma mãe e a mesma filha


Modo de preparo
Coloque uma mãe muito boa cozinheira e criativa, e uma filha desejando aprender a cozinhar, e muito bom humor.
Deixe cozinhando por duas horas, colha as risadas que forem aparecendo e sirva bem quetinho.

13.6.09

É a última

Wordle: metrô

Eu prometo :)

Mais um :D

Wordle: Untitled

Pedaços de músicas marcantes :)

5.6.09

Olha que legal :P

Wordle: Untitled


Palavras mais usadas nessa página do blog ^-^b

4.6.09

Existem amigos

E existem aqueles que a gente chama de amigos.




Eu quero um amigo de verdade.

Um amigo que me entenda, que não me julgue.

Um amigo que eu possa abraçar a toda hora, sem medo da intimidade, sem medo de desentendimentos.

Um amigo na frente do qual eu tenha a liberdade de chorar, de reclamar, de gritar, de fazer papel de idiota.

Sem medo de receber um olhar de desprezo.

Um amigo com quem seja fácil sorrir.

Um amigo cuja risada preencha o meu dia.

Um amigo que me faça crescer.

Um amigo que me ouça, e que me deixe ouvir também.

Um amigo com quem eu possa discutir qualquer coisa.

Um amigo que não tenha necessariamente as mesmas opiniões que eu, mas que me respeite (porque eu vou respeitá-lo).

Um amigo que tenha seus defeitos. Defeitos que eu vou aprender a amar.

Um amigo que esteja ao meu lado não só em horas boas e divertidas, mas nas piores horas também.

Um amigo que me console e que me permita consolá-lo.

Aquele amigo, sabe. Cujo olhar faça tudo melhorar, como se fosse mágica.




Só que antes eu tenho que pôr na cabeça que uma amizade assim não cai do céu.
Uma amizade assim a gente trabalha. Constrói. Luta por ela. E a ama.

Será que eu sei amar assim?

23.5.09

Sensações estranhas

Saudade antecipada.

Ouvindo música Celta e vendo pedaços de vidas de pessoas que nem sabem que eu existo.

Tristeza gratuita.

Sono não-gratuito.

Afeição a alguém que eu não conheço. E que, pelo menos por um bom tempo, só vou conhecer virtualmente.

E eu preciso escovar os dentes.



Quem sou eu mesmo?

13.5.09

Somos os Big Bad Boys

Todas as minas gostam de nós



Pedaço da infância.

(Um pedaço bem grudento, por sinal. Desde de manhã não paro de pensar nessa musiquinha)

5.5.09

Meu caderninho azul

Originalmente um caderno de lugar-comum, acabou virando um refúgio.

Palavras escritas em letra pequena que contam quem sou eu.

Páginas que sempre souberam guardar minhas emoções, aliviar os meus pesos, me ajudar entender.

Um diário no qual eu não escrevo todo dia.



Ler todos aqueles textos foi como voltar pra casa.

23.4.09

Metrô

Quando eu falo que não vou tirar carta tão cedo simplesmente porque não quero dirigir e prefiro usar o metrô, o pessoal me olha estranho, como se eu fosse um ET.
Bom, me desculpem, mas do jeito que eu vejo, quem iria preferir ficar três horas em engarrafamentos, dentro de um veículo poluente e sem graça, quando pode usar um trem que anda embaixo da terra, polui bem menos, e , principalmente, é frequentado por muito mais pessoas?


Esse último item pode parecer uma desvantagem (metrô Paraíso às seis horas da tarde que o diga), mas saca... é o fato que há mais pessoas além de você que, na maioria das vezes, faz com que a viagem fique bem mais interessante.
Por exemplo, uma vez em que eu estava no metrô lá pelas duas horas da tarde, aquele horário do dia em que a gente está de barriga cheia e começa a dar um soninho. Por sorte eu estava bem acordada pra ver, no fundo do trem, três mulheres sentadas: uma mulata de uns quarenta anos adormecida, uma japonesa estudante lendo o que parecia se "O Auto da Barca do Inferno", e outra mulata de uns trinta anos, também adormecida, com uma criança no colo. Três mulheres que provavelmente nunca se viram na vida e não tinham nada em comum, sacudindo na mesma intensidade e para os mesmos lados, mexendo as exatas mesmas partes do corpo a cada sacolejo do trem, parecendo três bonequinhas "joão bobo" iguais. Não escondi o meu sorriso até sair da estação.
Quando eu veria três pessoas sacolejando juntas, se eu estivesse em um carro?


Outra coisa legal de usar o metrô é notar as pessoas que divdem o vagão com você.
Além de verdadeiros personagens sociais (o cara de terno e gravata indo pra alguma reunião, o estudante de cursinho devorando uma apostila durante a viagem, o músico revoltado cheio de piercings, carregando um violão nas costas, o vovô segurando o curioso netinho pela mão, a mãe de família batalhadora, os adolescentes que não estão nem aí), dá pra topar com figuras singularíssimas, como o pirata que eu encontrei outro dia. Lenço azul claro na cabeça, barbicha trançada (como as três do Jack Sparrow) com uma fita azul mais escuro, colar com pingente em forma de gota invertida, camisa de mangas até o cotovelo, provavelmente escondendo alguma tatuagem (ou pelo menos era isso que parecia pra mim). Ele tinha toda a pinta de um pirata moderno tentando não se destacar tanto, para enganar os guardas, porém sem perder sua identidade. Ele só andou uma estação, por isso não consegui observá-lo mais.
Mas só aquela estação já tinha valido. Quer dizer, eu tinha encontrado um pirata no metrô!

Figuras legais de se encontrarem são os tatuados. É uma delícia ficar observando os desenhos nos seus braços, pernas, pescoços, etc, etc.
Indo à USP com a Penny, dividimos o vagão junto com uma moça que tinha no braço uma tatuagem um tanto incomum: era um varal, com pregadores e passarinhos pretos se olhando! Não era uma flor, uma estrela, um nome. Era um varal! E tinha até nuvens ao fundo! "Você viu o varal?" Penny me perguntou. Vi sim, e gostei tanto! Foi a tatuagem mais original que eu já vi.

Os tatuados exagerados também são legais. Eles são aquela coisa meio preta, um pouco vermelha, com toques de verde, e com desenhos que você quebra a cabeça pra entender porque alguém tatuaria aquilo.
Uma vez vi um cara de cabeça raspada que tinha tatuagens nas duas pernas, e acho que nos dois braços. Digo acho porque prestei bem mais atenção nas pernas: em uma delas, tinha uma dama de copas tatuada! Na outra perna, acho que tinha um rei, mas não lembro. A dama de copas foi quem realmente me chamou a atenção. Eu fiquei olhando furtivamente pra ela, ela olhando pra mim, até que o dono daquela tatuagem desceu... na mesma estação que eu! "Vou seguir a dama de copas" pensei comigo, e fui atrás dela, com a cabeça baixa, até que o dono da perna parou e cumprimentou uns amigos. Oops. Não ia pegar bem uma menina ali parada olhando pra perna do cara, então eu fui embora.
Mas foi tão legal. E tão único.
Quer dizer, quando é que eu vou ver uma dama de copas tatuada na panturrilha esquerda de alguém? Vai demorar muito, principalmente se eu estiver de carro.

Outras personagens legais eu achei ontem, indo para as catracas. Eram duas irmãs, gêmeas, com o mesmo modelo de roupa, só com a cor da blusa diferente.
Até aí, nada de novo, certo? Pais de gêmeos adoram vestir suas filhinhas com roupinhas iguais.
O problema é que elas pareciam um pouquinho mais velhas do que eu.
E, fora algumas cores, se vestiam exatamente iguais! E exatamnte que eu digo é sem nenhuma vírgula fora de lugar!
A bolsa da Betty Boop era igual, uma verde, uma bege, os sapatos eram iguais, as calças jeans eram iguais, os óculos eram iguais, as blusas eram iguais (mudando as cores), o corte de cabelo era igual, a expressão de timidez era igual, o andar meio envergonhado era igual, até o cabelo era despenteado no mesmo lugar!


Uma coisa não muito legal no metrô é conversar lá dentro, porque sempre parece que os outros estão ouvindo. E bom, estão mesmo. Eu sempre acabo ouvindo a conversa dos outros, às vezes sem querer, às vezes de propósito. E nessa, às vezes ouço coisas bem interessantes.
Como uma vez em que três amigas, mais ou menos da minha idade, estavam logo ao meu lado, de pé no vagão cheio. E acho que elas eram um pouco inexperientes para pegar metrô, porque quase caíram algumas vezes, soltavam risadinhas e excalmações próprias de quem ainda não está muito acostumado. E lá iam elas conversando, soltando exclamações quando perdiam o equilíbrio e rindo umas das outras. Até aí, eu estava achando bem normal, nada digno de ser chamado de "episódio" do metrô. Até que eu escuto uma delas falando:
"Ai, na próxima estação vai entrar tanta gente, vamos ser esmagoteadas".
Esmagoteadas?
"É, mistura de esmagada com pisoteada" explica ela para a amiga.
Sou obrigada a virar a cabeça pra esconder o sorriso.


E há também os episódios legais que a gente passa no metrô, e só no metrô.
Por exemplo, ficar sozinho no vagão. Não tem coisa mais legal do que ter um vagão inteiro só pra você! Você e a sua imaginação, livres pra serem felizes por uma estação!
Alguns cantam alto, outros trocam de roupa, outros dão piruetas. Eu dei pulinhos indo e vindo, cantando "Eeeeu estou sozinha no vagãããão!"

Outro exemplo: animais no metrô. Animais, como todos sabem, não são permitidos no metrô.
Porém, uma mariposinha esperta estava com tanta vontade de andar de metrô que deu um jeito de driblar a segurança e entrar em um trem com destino ao Tucuruvi.
E ela estava feliz como algumas pessoas nunca ficam: esvoaçava pra lá e pra cá, procurava, explorava, chegava pertinho de uma pessoa pra ver melhor, era espantada com uma mão enorme e ia pra outro pedaço explorar mais. Alguns fingiam ignorá-la, outros olhavam meio nervosos, e uma menina alegre e contente que adora metrô acompanhava toda a sua trajetória, sorrindo e dando risadas bem audíveis.
A mariposinha deve ter se divertido a valer. E eu ganhei o meu dia, por causa dela.

Aliás, rir alto no metrô é coisa que pouca gente faz, quando não está em grupo.
Um vez, para promover a campanha de "na escada rolante deixar a esquerda livre para facilitar a circulação", três funcionários do metrô estavam vestidos de anjinhos, com uma batina branca, óculos estranhos de carnaval, um deles com um nariz falso. E eles estavam ao lado da escada rolante, entoando seu grito de guerra bem alto: "Deeeixe a esqueeerda li-vre!"
Eu ri um monte, e bem alto, ainda mais quando o único anjinho homem virou e gritou "Vamos lá pessoal, vamos colaborar com os anjinhos e ficar à direita! Aí, conseguiram, uma salva de palmas!".
As pessoas em volta olhavam furtivamente, ignoravam, ou olhavam com desprezo. E eu ria com gosto, e bem alto. Ganhei o meu dia, de novo.

Uma vez, subindo as escadas rolantes pra sair do metrô, ouvi um barulho estranho, vindo lá de cima. Quanto mais subia, mais o barulho aumentava e parecia com o de uma... flauta transversal!
Tinha um cara cheio de dreds no cabelo tocando flauta! Na saída do metrô! E o melhor, era a música do Sítio do Pica Pau Amarelo!
Fiquei estática ouvindo a música, de olhs arregalados, boca aberta, até perceber que estava atrasada.
Joguei umas moedas no estojo do cara e saí andando, super contente.
Tinha um flautista no metrô!
Preciso falar que ganhei o meu dia?

Se eu estivesse num carro, quantas vezes eu ganharia o meu dia por coisas como essa? Quantas vezes eu veria coisas como essa? Quantas vezes eu ficaria tão feliz em ver o céu quanto eu fico quando o metrô sai do subetrrâneo? Quantas vezes eu encontraria um pirata, ou teria a sensação de andar em um metrô espacial (senti isso quando andei no metrô novo, ontem)?

Por isso eu não quero dirigir ainda. Tenho certeza de que, com um carro, eu encontraria coisas pra ficar feliz, como essas do metrô.
Mas, bom. Enquanto um carro ainda não é absolutamente necessário, prefiro ir aproveitando os episódios do metrô.

23.3.09

"Eu acho que estou me sentindo meio mal.
Quer dizer, acho não.
Tenho certeza.
Essas paredes frias me encaram, cheias de umidade, como se chorassem pelo meu terrível destino. O musgo impregnado em suas pedras parece estar ali para tentar, de alguma forma, amaciar o que está por vir.
Ah, se pudessem!
O luar filtra-se pelas barras enferrujadas da janela e vem se deitar no chão, ao meu lado. O céu, límpido e azul escuro profundo, abriga uma infinidade de estrelas piscantes. A lua minguante sorri.
É uma noite fabulosa. Minha última noite... Parece uma espécie de despedida do mundo. Uma coruja pia seu canto triste e profundo. “Adeus, adeus”.
Encolhida a um canto, não posso deixar de sorrir com a lágrima que me vem. Como se eu merecesse todo esse carinho da natureza. Como se tivesse realmente pertencido a ela algum dia, fazendo o bem, tratando-a bem.
Minha vida foi repleta de ações desesperadas.
Fugas, trapaças, mentiras.
Não que eu tenha gostado, mas foi assim que vivi. Foi assim que aprendi a viver. Sobreviver. Só sobreviver.
Ah, como eu gostaria que tudo fosse diferente. Como eu gostaria de ter podido tentar vier um pouco. Só por um dia, não ter que me esconder. Só por uma noite, poder dormir com os dois olhos fechados. Só uma vez, não ter que inventar uma história que se encaixasse nas outras tantas, e me fazer passar por outra coisa.
Puxa, o que eu não daria por uma refeição decente! Ou por algum momento divertido, em que eu pudesse rir sem medo, rir sem me preocupar com o depois. Um céu bonito que eu pudesse parar e olhar, uma companhia que me conhecesse de verdade. Me apoiasse. E me amasse.
Eu daria qualquer coisa.
Qualquer coisa.
Mas acho que o mundo reservou um destino diferente para mim.
Um destino sofrido, e muito curto.
Acho que é por isso, sorrio com amargura. Por isso essa noite espetacular, essa brisa quente, essa despedida. O mundo está com pena de mim. Com pena do destino horrível que me deu. Talvez esteja até um pouco arrependido, e queira compensar tudo o que passei com a melhor, a mais esplendorosa noite que já se viu.
Ou que eu vi, pelo menos.
Nada mau, falo baixinho. Nada mau.
Se eu não soubesse que o que me espera é provavelmente o pior sofrimento que jamais senti, até diria que compensa.
Mas valeu a tentativa, mundo.
Vou pensar no sorriso triste da lua e do canto da coruja amanhã.
Pode ser que ajude.
Espero que ajude.
Realmente espero."

11.3.09

Inocência

Eu já disse aqui nesse blog que quero perder algumas características de crianças. Algumas só, porque quero manter a outras.

Sabe, eu sou uma pessoa alegre e contente.
Converso fácil, dou risada fácil, brinco com as pessoas fácil.

Amizades? Aquele início de amizade faço fácil também. E tento desenvolver.

Vejo a vida com olhos de criança. Olhos de palhaço.
O mundo que eu vejo é igual. Todos sorriem pra você. Todo mundo está disposto a dar uma risada ou um abraço.
Tudo mundo é legal com todo mundo.
Todo mundo é feliz com o que é, ou, se ainda não é, também não sofre demais por isso.

E todo mundo só está tentando se encontrar, tentando lidar o melhor possível com os outros ao seu redor.

No mundo que eu vejo, um sorriso vale mais do que dinheiro, jóias, poder.
O poder de fazer alguém sorrir é o maior poder que se pode desejar.



E eu sempre me orgulhei de pensar assim.

Mas agora tudo parece que está meio que ruindo ao meu redor.

5.3.09

Hora do Planeta 2009

Por favor, assista a esse vídeo antes de ler o restante.


"I'm just one person. What can I do about global warming? I try to be enviromently aware. I try not to be wasteful. I try to do the right thing. But I'm just one person."

(Eu sou uma pessoa só. O que eu posso fazer sobre o aquecimento global? Eu tento ser ambientalmente consciente. Eu tento não desperdiçar. Eu tento fazer a coisa certa. Mas eu sou uma pessoa só)


O que podemos fazer?
É difícil saber, é um problema tão grande...
Quer dizer, que tipo de coisa nós podemos fazer pra fazer alguma diferença?
Que tipo de ações podemos realizar?
O que podemos fazer?

A WWF (ONG que luta pelo meio ambiente) tem uma sugestão:
Podemos apagar as luzes todos juntos por uma hora.


A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.

fonte: http://www.earthhour.org/news/br:pt-BR (leia mais sobre o movimento nesse site)


Eu achei uma idéia muito válida.
Claro que ninguém salva o mundo apagando as luzes por uma hora.
Mas já é um grande passo à conscientização que tanto precisamos.

Assim, estou divulgando. E aproveito pra pedir que quem leu isso e se interessou, que divulgue para o maior número de pessoas possível também.

Parece muito pouco, mas não é.
Afinal, juntos, não somos "só uma pessoa" .




Ah, vale a pena dar uma olhada nos comentários do vídeo e do vídeo em inglês também. Tem um cara que acha que o aquecimento global é uma mentira criada por comunistas.

28.2.09

Back to the street

Down to our feet
Losing the feeling of feeling unique


Do you know what I mean?


P!ATD

12.2.09

Me dei conta disso ontem

Quando eu era criança, tinha a maior crença em mundos mágicos.

Na casa do meu avô, a cama dele era encostada em um armário, que, desse modo, ficava impossibilitado de abrir. Eu tinha certeza de que, quando conseguisse abrir, eu não encontraria roupas ou um fundo marrom de armário, mas um mundo de duendezinhos, com um castelo cor-de-rosa e o céu na altura dos meus olhos.

Eu corria pela casa, ou por qualquer outro lugar, me imaginando em mil mundos. Às vezes eu era a capitã de um navio pirata, às vezes eu me tranformava em pássaro na frente de todas as pessoas na missa. Enfrentava monstros com as minhas amigas na escola, e me apaixonava pelo kinder ovo (sim! é constrangedor, mas eu não ligo) à beira do lago do mundo do kinder ovo.

Eu tinha um mundo imaginário com a minha amiga, o mundo feliz, onde tudo tinha cores fortes, e as almofadas voavam em fila, para qualquer um deitar nelas e se deixar levar.

Dormia na casa da minha avó, esperando que o Peter Pan batesse na janela e viesse me buscar.

Brincava que eu era uma duende, filha do Papai Noel, que ajudava na linha de montagem. Me imaginava uma leoazinha, filha da Kiara, e ainda por cima gêmea de outra (e por isso tinha algum problema na sucessão, mas eu já não lembro quem era a gêmea mais velha ;P).

Num brinquedo elaborado de parquinho (ainda era parquinho, não playgroud), imaginava estar em uma nave espacial com a importantíssima missão de levar guaraná pra Lua. E sabe o que a gente fazia quando chegava na Lua? Descarregava as caixas de guaraná, dava uma exploradinha e ia embora. Simples assim... a missão não incluía encontrar nenhum lunático.

Deitada em uma espreguiçadeira à beira da piscina, imaginei ir até acima das nuvens, onde havia um mundo de nuvem, e eu era tratada como princesa.

Um pouco mais tarde, pegava o meu patinete e corria rápido pelo corredor do quintal da minha casa: era a única maneira de chegar ao meu mundo imaginário, cujo nome agora me escapa (vamos chamá-lo de "mundo imaginário", até eu lembrar), mas em qual eu tinha um mapa detalhado na cabeça (acho que cheguei a desenhar uma vez). Nesse mundo, tinha várias raças de habitantes: tinha uma raça que parecia bastante com o que são os elfos domésticos na minha imaginação, e eu tinha dois amigos gêmeos dessa raça: a Mindy e o ... Já não lembro. Tinha também um amigo que vinha de uma região mais fria, portanto, nada mais óbvio do que ele ser um urso polar, certo?
E nesse mundo cada um tinha a sua casa, e tinha comida boa e festivais (num dos quais eu dancei o que era a dança típica do festival). E como me dava uma sensação boa entrar nesse mundo! Até agora, lembrando dele, eu consigo recordar a sensação.





Só que, claro, um dia tudo acaba.
"Eu não quero mais ir ao mundo imaginário" disse a mim mesma.
E nunca mais fui.

E continuei imaginando, ah, sim.
O tempo todo.
Só que imagino a realidade.
Me imagino conversando com meus amigos. Brigando com alquém com quem eu esteja brava. Conhecendo alguém em algum lugar.
Me imagino na faculdade. No intercâmbio. Num emprego.
Tudo bem legal, lalala, mas tudo muito real.

Me dei conta disso ontem.
E sabe o quê?

Eu quero perder algumas características de criança, mas essa definitivamente não é uma delas.

11.2.09

Primeira meta integralmente cumprida

90. Conversar com adultos com segurança - 3 vezes

Bem, não contei as três vezes. Mas só o que já conversei com o pessoal do chinês e do karate já valeu :)
E no dentista hoje também.

Então - feito!

Primeira meta, que delícia :)

Bem, vamos celebrar ao som de Red Hot Chilli Peppers!
Os biscoitos estão naquela mesa à esquerda, e as bebidas, na mesa mais ao fundo. Mas não se iluda, nenhuma delas é alcoólica, que a festa é minha e eu não gosto ;)

Agora a música mudou, e o que toca é "The summer of '69", de uma banda que não consigo ver o nome (sim, ainda estou no Musicovery)

Pege seus confetes e serpentinas, só tome cuidado com os pelicanos ali à direita, eles são sensíveis ;)

Estava ouvindo uma música no Musicovery

Ah, tava pensando nessa música aí. Quer dizer, ela tem uma cara de chuva, não tem?
O ritmo dela, a melodia, as pessoas cantando... Parece tão chuva pra mim, sabe?
Parece uma melodia azul escuro, que seria tocada numa chuva de tarde... Uma chuva não fraca, mas também não um temporal, sabe?
Um chuva forte o bastante para o pessoal sair correndo ou se agarrar ao seus guarda-chuvas...
E também forte o bastante para cobrir o sol, mas não tão forte a ponto de deixar o dia feio e cinzento... Uma chuva na qual é divertido sair e pular. Tomar banho de chuva mesmo.
E seria uma chuva num dia quente, porque de modo algum essa é uma melodia fria...
E enfim, agora ela acabou, o site deu problema, e eu nem sei o nome dela.

Parece que era uma chuva passageira.



(pra quem se interessou, Musicovery é um site de música bem legal, grátis e com músicas bem variadas... vale a pena conferir)

10.2.09

Não sei se sou eu

Ou se todo mundo tem isso.

Mas o fato é que tem dias em que eu simplesmente não consigo me concentrar.

Por mais que eu encare o papel ou o sei lá o que que eu esteja me propondo a estudar/analisar/etc, não consigo absorver o conteúdo daquilo.

Por mais que eu tente, a memória parece engessada, e eu não consigo me lembrar daquilo que me parecia tão claro dias atrás.

Meu cérebro parece estar relutando para funcionar.

Os impulsos nervosos parecem preguiçosos para qualquer coisa que demande mais de quatro neurônios em funcionamento.

A irritação vem, se joga, tira os sapatos e pega o controle remoto, pra ficar um longo tempo.

E é aí que o chinês não sai, que a geografia não entra, que o exercício matemático não se resolve, que a notícia de jornal não é entendida, que a música passa batida.




E é aí também que eu não consigo pensar em um final decente para os meus textos.

Será que é sono escondido?

7.2.09

4.2.09

CADÊ A MALDITA LISTA???

Porque o pior não é não passar

Oh, não. Com isso a gente aprende a conviver.



O pior é essa espera indefinida maldita!


Atualiazação: Viu, eu NÃO passei e nem por isso estou aqui arrancando meus cabelos. Quando eu NÃO vi o meu nome na lista, tá, não pulei de alegria, mas o que mais senti foi alívio por ter finalmente acabado.

29.1.09

=)

Eu tenho um amigo que tem medo de sorrir.

Quando acha alguma coisa engraçada, ele primeiro sorri pra baixo.

Eu pergunto o porquê, e ele diz que é porque fica feio.

E aí eu dou tratos à bola pra descobrir como é que um sorriso pode ser feio.

27.1.09

Fim

Bem, um adeus é sempre um adeus.

E sempre dói (e doeu bastante) se despedir do que se gostava.

Mas é a vida, certo?

A vida muda, tudo passa, as coisas acabam, novas começam.

Pra gente, uma fase acabou. Mas não significa que outra não possa começar, quem sabe até melhor.

Enfim, foi uma honra, sabe?

Foi MARAVILHOSO, de verdade, e completamente inesquecível.

Você é alguém que eu vou levar no bolso pelo resto da vida.



E eu ainda te amo. De um jeito que só você sabe como ;)

21.1.09

Daqui a pouco eu tenho 18 anos

Daqui a menos de três meses.

E sabe o quê? Isso NÃO é legal.

Quer dizer, quem sou eu pra ser maior de idade?

Quem sou eu pra dizer "Ah, okay, agora eu vivo de forma madura"?

Quer dizer, pôxa, eu não sei nem SENTIR direito!!

Não sei lidar com os meus sentimentos, não sei lidar com meus defeitos, não sei agüentar os defeitos dos outros.

Não sei vencer minha própria preguiça, não sei conviver direito com aqueles mais próximos de mim.

Me deixo enganar fácil pela minha própria mente.

Sou ingênua e não percebo coisas que estão no meu nariz.

Choro por nada. Me irrito por nada. Explodo por nada.

Não sei o quanto do que penso, escrevo ou falo é planejado, de forma a fazer parecer que eu sou daquela forma.

Não sei amizade verdadeira.

Não sei amor.

Não sei democracia.

Não sei dirigir, não sei beber.

Não sei eu.

Não sei porra nenhuma. u___u

E aí, de repente, do mais profundo e absoluto nada, tiram uma maioridade absurda e jogam em cima de mim.

"Trate dela com carinho", vão dizer, alguns já dizem. "Se cuidar bem dela, ela será uma boa companhia". Por quanto tempo? Ah, tá, só pelo resto da minha vida.

Alguém tem manual de instruções?

20.1.09

Na minha cortina

Tinha um deus africano.

E ele era engraçado.

Me encarava por longos segundos, sorria, ficava sério e dormia de um jeito engraçado: fechava os olhos ao inspirar e os abria ao expirar (o que, por sinal, fazia com biquinho).

Ele tinha lábios grossos e uma coroa dourada; seu rosto era fino e comprido.

Fiquei olhando pra ele e sorrindo.

Daí eu saí.



Será que ele vai estar lá quando eu voltar?

18.1.09

(...)

"Ela ficou sentada. O vento soprava em seus cabelos, fazendo algumas pétalas e folhas voarem ao seu redor. O céu azul arroxeado de pós-chuva parecia refletir o seu interior. Deixou um grande suspiro escapar. Olhava as pétalas amarelas voando, os passarinhos voando ao longe, os guarda-sóis se inclinarem pelo vento... Olhava ao seu redor com um interesse melancólico, sem querer pensar em seus problemas. E sem conseguir de qualquer jeito... Sua mente parecia tomada de uma letargia melancólica. Ela estava inteira melancólica. Estava roxo escuro quase azul, como ela diria. Olhou para os reflexos dourados nas nuvens, únicos sinais do sol quase poente atrás das nuvens. Apesar de tudo, estava um dia bonito. O céu lavado. O vento fresco. As nuvens espalhadas, cada uma em um tom diferente. Em formas diferentes, às vezes parecendo fundidas. Parecendo uma pintura. Um dia muito, muito lindo.
Ela só ficou sentada, na mesma posição, suspirando e olhando."

10.1.09

Vestibulandos de todo o meu Brasil

Olha só. Dia 06 agora a segunda fase acabou, pelo menos pra mim.
Pois é, depois de muito stress, muito nervoso, muito choro, finalmente acabei.
FINALMENTE.
E comecei a pensar que, tendo prestado o vestibular duas vezes (uma treineiro, uma pra valer), já tenho uma certa experiência.
E que, por isso, podia, quem sabe, dar alguma dica pra quem estivesse iniciando nesse "mundo".

E enfim. Eu podia dar aquelas dicas que você encontra em qualquer revista/artigo/papo para vestibulando: "estude bastante", "durma bem antes da prova", "não fique nervoso", etc, etc, mas, saca?
Essas dicas já existem aos montes. Eu dizer isso não ia acrescentar em nada na vida do vestibulando que estivesse lendo (que, como bom vestibulando, já teria decorado todas essas regras, já saberia, três meses antes, a hora em que iria acordar, escovar os dentes, tomar café, brigar com o irmão e sair, o que ia levar na bolsa, o que ia jantar na noite anterior, etc).
Além do que, dentre todas essas dicas, poucas realmente ajudam em alguma coisa.

E tem uma que quase ninguém diz, quase ninguém mesmo. Mas que, pra mim, foi a que mais ajudou.

Não deixe ninguém, seu pai, amigo, professor ou (principalmente) cursinho, dizer que o seu esforço não é suficiente.

Porque eles VÃO falar, sacou?
Pra todo mundo, nada do que os outros fazem é suficiente, sabe o porquê? Porque cada um faria de uma maneira diferente daquela que você faz.
Sabe por quê? Porque as pessoas são diferentes. Não existe uma igual à outra. E por isso, cada um tem a sua maneira de fazer as coisas.

E isso é óbvio, mas, saca? Se você não mantiver isso em mente, você vai acabar comprando o que eles querem vender, e vai achar que você não está fazendo o suficiente. Aí sua auto-estima vai lá embaixo e, na hora da prova, você acaba achando que não merece passar e é sabotado pelo seu próprio inconsciente.

E isso não pode acontecer. A prova tem que ser uma conseqüência do que você fez, sem nenhuma limitação psicológica. Sua única limitação tem que ser "hm, isso aqui eu não lembro", saca?

Portanto, faça o seu melhor.
Estude do melhor jeito que puder, vá no seu ritmo, aproveite o que VOCÊ pode dar.
Aceite dicas, mas não críticas.
O seu amigo e seu pai vão te falar pra fazer desse ou daquele jeito. Por mais que pareça uma crítica, entenda que eles estão preocupados com você e que só querem ajudar. Mas também entenda que eles não são você pra saber o melhor jeito pra você, okay? Então, assimile, do falatório deles, o aquilo que servir pra você.
O mesmo vale para os professores e para o cursinho. Os dois são especialistas em fazer você conseguir nota, e estudar e pá, mas, sinceramente? Muitas vezes eles esquecem que cada estudante é único. Então, novamente, assimile só o que servir, okay?

Ah! E tome cuidado especialmente com os cursinhos. Se seus pais, amigos e professores falam tudo com boa intenção, com os cursinhos é um pouco diferente. Claro que eles querem colocar o máximo de alunos na universidade, e, por isso, suas dicas podem ser valiosas. Mas, não esquece, eles querem vender o seu serviço. Portanto, eles vão te obrigar à mais insana rotina de estudos possível, saca? Vão sugar você ao máximo, pra garantir que você vai passar e fazer propaganda pra eles.
E sabe como eles fazem isso?
Fazendo você se sentir mal por estar estudando x horas por dia, e não 9h. Por não estudar enquando pega o metrô. Por não fazer o mesmo número de exercícios por dia do que aquele nerd que passou em primeiro em medicina.
Eles vão dar a entender que só passa no vestibular quem segue aquele programa de estudos imposto por eles.

Mas, sabe o quê?
Eu e você sabemos que não é bem assim.

Só que eu quase entrei na deles e, por muito pouco (menos de um mês), não me saboto na prova.
Eu achava que não merecia passar porque não estudava o dia todo, todo dia, toda hora, e já tinha praticamente desisitido.
Aí meu pai me fez ver que eu me dediquei a minha vida inteira, desde o primário até o último ano do ensino médio, então, porque raios não merecia passar só porque não devorava apostilas do colégio?
Se eu não passasse por algum problema tudo bem. Mas que eu merecia passar, eu merecia.

Pois é.
Aquilo me levantou a cabeça. Me deu segurança pra não ficar nervosa (ou ficar pouco nervosa) na hora da prova.
E aí eu fui lá e fiz 68 na primeira fase, 71 com Enem.


E pensar que eu achava que não merecia, não conseguia, passar nem na primeira fase.


Não deixe isso acontecer com você okay?