28.2.09

Back to the street

Down to our feet
Losing the feeling of feeling unique


Do you know what I mean?


P!ATD

12.2.09

Me dei conta disso ontem

Quando eu era criança, tinha a maior crença em mundos mágicos.

Na casa do meu avô, a cama dele era encostada em um armário, que, desse modo, ficava impossibilitado de abrir. Eu tinha certeza de que, quando conseguisse abrir, eu não encontraria roupas ou um fundo marrom de armário, mas um mundo de duendezinhos, com um castelo cor-de-rosa e o céu na altura dos meus olhos.

Eu corria pela casa, ou por qualquer outro lugar, me imaginando em mil mundos. Às vezes eu era a capitã de um navio pirata, às vezes eu me tranformava em pássaro na frente de todas as pessoas na missa. Enfrentava monstros com as minhas amigas na escola, e me apaixonava pelo kinder ovo (sim! é constrangedor, mas eu não ligo) à beira do lago do mundo do kinder ovo.

Eu tinha um mundo imaginário com a minha amiga, o mundo feliz, onde tudo tinha cores fortes, e as almofadas voavam em fila, para qualquer um deitar nelas e se deixar levar.

Dormia na casa da minha avó, esperando que o Peter Pan batesse na janela e viesse me buscar.

Brincava que eu era uma duende, filha do Papai Noel, que ajudava na linha de montagem. Me imaginava uma leoazinha, filha da Kiara, e ainda por cima gêmea de outra (e por isso tinha algum problema na sucessão, mas eu já não lembro quem era a gêmea mais velha ;P).

Num brinquedo elaborado de parquinho (ainda era parquinho, não playgroud), imaginava estar em uma nave espacial com a importantíssima missão de levar guaraná pra Lua. E sabe o que a gente fazia quando chegava na Lua? Descarregava as caixas de guaraná, dava uma exploradinha e ia embora. Simples assim... a missão não incluía encontrar nenhum lunático.

Deitada em uma espreguiçadeira à beira da piscina, imaginei ir até acima das nuvens, onde havia um mundo de nuvem, e eu era tratada como princesa.

Um pouco mais tarde, pegava o meu patinete e corria rápido pelo corredor do quintal da minha casa: era a única maneira de chegar ao meu mundo imaginário, cujo nome agora me escapa (vamos chamá-lo de "mundo imaginário", até eu lembrar), mas em qual eu tinha um mapa detalhado na cabeça (acho que cheguei a desenhar uma vez). Nesse mundo, tinha várias raças de habitantes: tinha uma raça que parecia bastante com o que são os elfos domésticos na minha imaginação, e eu tinha dois amigos gêmeos dessa raça: a Mindy e o ... Já não lembro. Tinha também um amigo que vinha de uma região mais fria, portanto, nada mais óbvio do que ele ser um urso polar, certo?
E nesse mundo cada um tinha a sua casa, e tinha comida boa e festivais (num dos quais eu dancei o que era a dança típica do festival). E como me dava uma sensação boa entrar nesse mundo! Até agora, lembrando dele, eu consigo recordar a sensação.





Só que, claro, um dia tudo acaba.
"Eu não quero mais ir ao mundo imaginário" disse a mim mesma.
E nunca mais fui.

E continuei imaginando, ah, sim.
O tempo todo.
Só que imagino a realidade.
Me imagino conversando com meus amigos. Brigando com alquém com quem eu esteja brava. Conhecendo alguém em algum lugar.
Me imagino na faculdade. No intercâmbio. Num emprego.
Tudo bem legal, lalala, mas tudo muito real.

Me dei conta disso ontem.
E sabe o quê?

Eu quero perder algumas características de criança, mas essa definitivamente não é uma delas.

11.2.09

Primeira meta integralmente cumprida

90. Conversar com adultos com segurança - 3 vezes

Bem, não contei as três vezes. Mas só o que já conversei com o pessoal do chinês e do karate já valeu :)
E no dentista hoje também.

Então - feito!

Primeira meta, que delícia :)

Bem, vamos celebrar ao som de Red Hot Chilli Peppers!
Os biscoitos estão naquela mesa à esquerda, e as bebidas, na mesa mais ao fundo. Mas não se iluda, nenhuma delas é alcoólica, que a festa é minha e eu não gosto ;)

Agora a música mudou, e o que toca é "The summer of '69", de uma banda que não consigo ver o nome (sim, ainda estou no Musicovery)

Pege seus confetes e serpentinas, só tome cuidado com os pelicanos ali à direita, eles são sensíveis ;)

Estava ouvindo uma música no Musicovery

Ah, tava pensando nessa música aí. Quer dizer, ela tem uma cara de chuva, não tem?
O ritmo dela, a melodia, as pessoas cantando... Parece tão chuva pra mim, sabe?
Parece uma melodia azul escuro, que seria tocada numa chuva de tarde... Uma chuva não fraca, mas também não um temporal, sabe?
Um chuva forte o bastante para o pessoal sair correndo ou se agarrar ao seus guarda-chuvas...
E também forte o bastante para cobrir o sol, mas não tão forte a ponto de deixar o dia feio e cinzento... Uma chuva na qual é divertido sair e pular. Tomar banho de chuva mesmo.
E seria uma chuva num dia quente, porque de modo algum essa é uma melodia fria...
E enfim, agora ela acabou, o site deu problema, e eu nem sei o nome dela.

Parece que era uma chuva passageira.



(pra quem se interessou, Musicovery é um site de música bem legal, grátis e com músicas bem variadas... vale a pena conferir)

10.2.09

Não sei se sou eu

Ou se todo mundo tem isso.

Mas o fato é que tem dias em que eu simplesmente não consigo me concentrar.

Por mais que eu encare o papel ou o sei lá o que que eu esteja me propondo a estudar/analisar/etc, não consigo absorver o conteúdo daquilo.

Por mais que eu tente, a memória parece engessada, e eu não consigo me lembrar daquilo que me parecia tão claro dias atrás.

Meu cérebro parece estar relutando para funcionar.

Os impulsos nervosos parecem preguiçosos para qualquer coisa que demande mais de quatro neurônios em funcionamento.

A irritação vem, se joga, tira os sapatos e pega o controle remoto, pra ficar um longo tempo.

E é aí que o chinês não sai, que a geografia não entra, que o exercício matemático não se resolve, que a notícia de jornal não é entendida, que a música passa batida.




E é aí também que eu não consigo pensar em um final decente para os meus textos.

Será que é sono escondido?

7.2.09

4.2.09

CADÊ A MALDITA LISTA???

Porque o pior não é não passar

Oh, não. Com isso a gente aprende a conviver.



O pior é essa espera indefinida maldita!


Atualiazação: Viu, eu NÃO passei e nem por isso estou aqui arrancando meus cabelos. Quando eu NÃO vi o meu nome na lista, tá, não pulei de alegria, mas o que mais senti foi alívio por ter finalmente acabado.